{"id":38295,"date":"2022-01-06T11:17:56","date_gmt":"2022-01-06T11:17:56","guid":{"rendered":"https:\/\/vinhosdapeninsuladesetubal.org\/noticias\/peninsula-de-setubal-mais-tinto-por-favor\/"},"modified":"2022-01-11T10:40:37","modified_gmt":"2022-01-11T10:40:37","slug":"peninsula-de-setubal-mais-tinto-por-favor","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/noticias\/peninsula-de-setubal-mais-tinto-por-favor\/","title":{"rendered":"Pen\u00ednsula de Set\u00fabal \u2013 Mais Tinto, por favor"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Os tintos da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal est\u00e3o cada vez melhores, n\u00e3o s\u00f3 pela qualidade absoluta que apresentam, mas porque combinam em sim dois factores que garantem sucesso nos mercados: complexidade e, em simult\u00e2neo, enorme harmonia, o que os faz apelar a um grande leque de consumidores.<\/strong><\/p>\n\n<p>A regi\u00e3o da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal tem um nome que chama a aten\u00e7\u00e3o para o factor \u201cpeninsular\u201d, mas nem s\u00f3 da Pen\u00ednsula \u00e9 feita. De Almada e Sesimbra ao Montijo, e deste at\u00e9 Santiago do Cac\u00e9m \u2014 passando, grosso modo, por Seixal, Barreiro, Moita, Set\u00fabal, Alcochete, Palmela, Alc\u00e1cer do Sal, Gr\u00e2ndola e Sines \u2014 temos Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, delimitando, assim, toda uma regi\u00e3o de clima misto de influ\u00eancia atl\u00e2ntica, sub-tropical, mas com um forte cunho mediterr\u00e2neo, condicionado pelos rios Tejo, Sado, e pela Serra da Arr\u00e1bida. Embora isto signifique uma extens\u00e3o de terra nada pequena, com uva e vinho a serem produzidos um pouco por toda ela, h\u00e1 tr\u00eas polos que se afirmam por caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas e orogr\u00e1ficas marcadamente d\u00edspares que influenciam de maneira diferente os vinhos que nascem num s\u00edtio ou no outro. Por um lado, temos a zona junto \u00e0 Serra da Arr\u00e1bida, de solos de maior relevo (com altitudes que variam entre os 100 e os 500 metros), predominantemente argilo-calc\u00e1rios, zona essa que vai desde o Cabo Espichel at\u00e9 aos montes de Palmela, incluindo Sesimbra e Set\u00fabal. Origina, de modo geral, vinhos tintos com maior acidez, frescura e eleg\u00e2ncia, e menos \u00e1lcool. Por outro, as famosas \u201careias de Palmela\u201d, o que na verdade \u00e9 uma simplifica\u00e7\u00e3o das plan\u00edcies de solos arenosos que se estendem sobretudo por este concelho e at\u00e9 ao limite Este do Montijo. Esta \u00e9 a \u00e1rea com mais vinha plantada, maiores amplitudes t\u00e9rmicas, e onde reina a uva Castel\u00e3o. Os vinhos tintos que l\u00e1 nascem costumam ser mais estruturados, potentes e concentrados, pois as uvas apanham mais sol e mais calor e os solos s\u00e3o menos f\u00e9rteis, mais pobres. Apesar de muita gente ficar por aqui quando o assunto s\u00e3o os terroirs da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, h\u00e1 obviamente um terceiro (sem desprezar os micro-terroirs dispersos), que vai de Tr\u00f3ia para Sul, at\u00e9 ao final de Santiago do Cac\u00e9m, onde o clima \u00e9 mais quente e seco, mas onde o Oceano Atl\u00e2ntico tem bastante influ\u00eancia, oferecendo frescura \u00e0s noites. Aqui j\u00e1 se encontram algumas manchas de xisto. \u00c9 certo que os dois primeiros s\u00e3o aquilo que podemos considerar como os terroirs mais cl\u00e1ssicos da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, albergando a maioria das tamb\u00e9m mais cl\u00e1ssicas (ou mais antigas) empresas da regi\u00e3o \u2014 como Jos\u00e9 Maria da Fonseca, Bacalh\u00f4a, Adega de Palmela, Adega de Peg\u00f5es, Quinta do Piloto, Ven\u00e2ncio da Costa Lima, Hor\u00e1cio Sim\u00f5es ou SIVIPA, entre outros \u2014 mas o terceiro \u00e9 tamb\u00e9m muito importante: inclui em si produtores mais pequenos, alguns relativamente recentes, a fazer um belo trabalho \u2014 falamos de Herdade da Arcebispa, Herdade da Barrosinha, Quinta Brejinho da Costa, Herdade do Cebolal, Monte da Carochinha ou Herdade do Portocarro, entre outros \u2014 e \u00e9 a zona com mais espa\u00e7o e potencial para brotarem novos projectos.<\/p>\n\n<p><strong>Uma regi\u00e3o em afirma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vinhosdapeninsuladesetubal.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-38246\" width=\"840\" height=\"840\" srcset=\"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-1024x1024.png 1024w, https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-300x300.png 300w, https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-150x150.png 150w, https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-768x768.png 768w, https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-1536x1536.png 1536w, https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-2048x2048.png 2048w, https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mapa-2019-Versao-03-350x350.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/figure>\n\n<p>A \u00e1rea de vinha total, inscrita na Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola Regional da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal (CVRPS), est\u00e1 neste momento acima dos 7112 hectares e, segundo Henrique Soares, presidente da CVRPS, tem havido, nos \u00faltimos anos, um aumento da dimens\u00e3o m\u00e9dia das parcelas. Desta \u00e1rea de vinha, 75% \u00e9 tinta, com a Castel\u00e3o a representar quase metade do encepamento da regi\u00e3o (mais de 3252 hectares), seguindo-se Syrah (473), Alicante Bouschet (309), Aragonez (289,55), Cabernet Sauvignon (258), Touriga Nacional (223), Trincadeira (163), Merlot (96), Touriga Franca (72), Moscatel Roxo (52,99), entre outras. Na \u00faltima d\u00e9cada, Syrah e Alicante Bouschet t\u00eam vindo a ser as tintas mais plantadas \u2014 provavelmente por serem uvas que permitem consist\u00eancia nos factores rendimento\/qualidade \u2014 bem como Moscatel Roxo, pela sua valoriza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as Castel\u00e3o, Aragonez e Trincadeira t\u00eam perdido express\u00e3o nos encepamentos, talvez por serem castas que, face a outras, n\u00e3o garantem tanta consist\u00eancia face \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas anuais.<\/p>\n\n<p>E se os vinhos da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal t\u00eam cada vez mais quota no mercado nacional (20 605 442 litros em 2020 face a 14 042 265 litros em 2016, apenas atr\u00e1s do Alentejo, em volume), tamb\u00e9m \u00e9 verdade que nos \u00faltimos dez anos a produ\u00e7\u00e3o total da regi\u00e3o aumentou em 166 278 hectolitros, dos 308 857 em 2011\/12 para os 475 135 em 2020\/21, com algumas oscila\u00e7\u00f5es pelo meio (dados de Abril de 2021, do Instituto da Vinha e do Vinho). No entanto, \u00e9 bem mais impressionante o aumento da produ\u00e7\u00e3o DO (Set\u00fabal + Palmela) no mesmo per\u00edodo, tendo passado dos 86 072 hectolitros para os 207 283, incrementada sobretudo pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o DO Palmela. A evolu\u00e7\u00e3o da IG Pen\u00ednsula de Set\u00fabal foi igualmente positiva, em 2020\/21 com 228 548 hectolitros, face a 157 851 em 2011\/12.<\/p>\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para o mercado intra-comunit\u00e1rio t\u00eam tamb\u00e9m registado um aumento anual, tanto em volume como em valor, fixando-se em 2020 nos 1 641 363 litros e acima dos 6 milh\u00f5es de euros, com a Pol\u00f3nia, os Pa\u00edses Baixos e o Luxemburgo \u00e0 cabe\u00e7a da lista dos maiores importadores de vinho da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal. J\u00e1 a exporta\u00e7\u00e3o para pa\u00edses terceiros, alavancada pelo Brasil (sobretudo), Canad\u00e1 e Reino Unido, foi de 4 534 976 litros em 2020, o que correspondeu a mais de 12 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n\n<p><strong>Vinhos que fazem sonhar<\/strong><\/p>\n\n<p>Nesta Grande Prova brilharam tintos de v\u00e1rios \u201ccantos\u201d da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal. \u00c0 data de escrita do texto (durante a vindima) n\u00e3o foi f\u00e1cil falar com os respons\u00e1veis pelos vinhos mais bem pontuados, mas todos acabaram por dedicar algum tempo \u00e0 causa, o que muito agradecemos. Ant\u00f3nio Saramago tem mais de 50 anos de enologia e \u00e9 um dos maiores advogados da uva Castel\u00e3o (todos os vinhos do seu portf\u00f3lio a incluem), que integra em 100% o tinto Ant\u00f3nio Saramago Superior. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma casta f\u00e1cil de trabalhar, mas eu gosto de coisas dif\u00edceis. Para sair bem, temos de dar tudo de n\u00f3s. Na minha opini\u00e3o, os grandes vinhos da regi\u00e3o ser\u00e3o sempre Castel\u00e3o, \u00e9 a nossa identidade e n\u00e3o podemos fugir dela!\u201d, afirmou. Este vinho foi feito numa cuba pequena e estagiou em barrica nova, de tosta m\u00e9dia, durante 18 meses. Depois, ficou em cuba mais 6 e, em garrafa, mais de 4 anos. Vasco Penha Garcia, coordenador de enologia da Bacalh\u00f4a, \u00e9 da opini\u00e3o de que se encontra o maior equil\u00edbrio nos solos de transi\u00e7\u00e3o franco-arenosos. E \u00e9 precisamente na zona de transi\u00e7\u00e3o das colinas da Arr\u00e1bida \u2014 com forte influ\u00eancia do mar, maiores amplitudes t\u00e9rmicas durante o per\u00edodo de matura\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o Norte \u2014 que est\u00e3o localizadas as vinhas da Quinta da Bacalh\u00f4a, zona que o en\u00f3logo acredita ser \u201ccapaz de produzir vinhos de Cabernet Sauvignon, e Merlot, de classe mundial\u201d. O Quinta da Bacalh\u00f4a Cabernet Sauvignon 2016 \u00e9, na sua opini\u00e3o \u201cdas melhores colheitas desta marca que existe desde 1979\u201d. Com 10% de Merlot, foi sujeito a macera\u00e7\u00f5es longas, fermentativas e p\u00f3s-fermentativas, e a um est\u00e1gio de 13 meses em carvalho franc\u00eas e de 6 em garrafa. J\u00e1 o Hexagon teve a sua primeira colheita em 2000 e, segundo Domingos Soares Franco, vice-presidente e en\u00f3logo da Jos\u00e9 Maria da Fonseca, \u201cfoi um produto de experimenta\u00e7\u00e3o de castas e da sua longevidade, que demorou 12 anos a apurar\u201d. Domingos contou: \u201cQuis fazer um desafio a mim pr\u00f3prio, um vinho com 8 castas, mas n\u00e3o saiu como eu queria. Deitei uma fora, Castel\u00e3o, ficaram 7, e mesmo assim n\u00e3o deu. Deitei outra fora, o Aragonez, ficaram 6 e cheguei ao resultado pretendido. \u00c9 por isso que o vinho se chama Hexagon, e n\u00e3o por sermos a sexta gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, como por vezes \u00e9 interpretado. Este 2015 \u00e9 j\u00e1 muito diferente dos primeiros, porque n\u00f3s, enquanto pessoas, tamb\u00e9m vamos evoluindo com os anos. Hoje \u00e9 um vinho com menos madeira, menos \u00e1lcool e mais eleg\u00e2ncia, que \u00e9 actualmente o meu conceito de vinhos\u201d. O lote de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto C\u00e3o, Trincadeira, Syrah e Tannat \u2014 provenientes de solos arenosos e calc\u00e1rios, pois Domingos considera que \u00e9 na mistura dos dois que est\u00e1 o maior equil\u00edbrio \u2014 vinificou em lagar de inox e acabou a fermenta\u00e7\u00e3o em barricas de carvalho, onde ficou em borras finas durante 3 meses, com b\u00e2tonnage. O est\u00e1gio deu-se durante 10 meses em meias pipas novas de carvalho franc\u00eas.<\/p>\n\n<p>J\u00e1 o Quinta do Monte Alegre Homenagem Grande Reserva \u00e9 feito por Andr\u00e9 Santos Pereira, e revelou-se uma excelente surpresa. Tamb\u00e9m f\u00e3 de Castel\u00e3o \u2014 com uma queda mais recente para a Touriga Nacional, confessou o en\u00f3logo \u2014 considera que um dos factores mais importantes dos vinhos da casta \u00e9, quando muito bons, a grande capacidade de envelhecimento em garrafa. \u201cEste vinho reflecte o nosso prop\u00f3sito de homenagear as vinhas velhas de Castel\u00e3o que ainda persistem, muitas vezes por mera teimosia de quem as cuida e pelo afecto que se cria ao longo dos anos. \u00c9 um vinho de uma vinha s\u00f3, plantada pelo meu av\u00f4 h\u00e1 cerca de 45 anos, em ch\u00e3o de areia e com produ\u00e7\u00f5es baix\u00edssimas.\u201d, explicou. Fermentou em lagar de inox \u201ccom remontagens manuais durante quase toda a fermenta\u00e7\u00e3o, recriando a vinifica\u00e7\u00e3o tradicional, mas com recurso a controlo de temperatura\u201d. Depois da macera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-fermentativa, terminou a malol\u00e1ctica em barricas novas e nelas estagiou por 12 meses. Em garrafa, ficou 24 meses antes de sair para o mercado. Por sua vez, Jaime Quendera, en\u00f3logo consultor da Casa Ermelinda Freitas (e da Adega de Peg\u00f5es), aponta a abund\u00e2ncia de horas de sol e a proximidade ao mar como dois trunfos que fazem maravilhas pelos tintos da regi\u00e3o, \u201cjuntamente com a tradi\u00e7\u00e3o e \u2018saber fazer\u2019\u00a0existente na Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, que leva \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u00a0de uvas de grande qualidade e, consequentemente, a vinhos de grande qualidade\u00a0\u201c. O tinto Dona Ermelinda Grande Reserva \u201csurgiu da ideia de fazer um grande vinho, produzido apenas nos melhores anos, mas sem Castel\u00e3o, para n\u00e3o conflituar com o outro topo de gama da casa, o Leo d\u2019Honor, que \u00e9 feito exclusivamente com esta casta\u201d, lembrou Jaime Quendera. Assim, surgiu um lote de Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Syrah, vinificadas e estagiadas (em barrricas) separadamente. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o em \u00faltimo lugar, Lu\u00eds Mota Capit\u00e3o, en\u00f3logo e cara actual da Herdade do Cebolal, falou-nos do Lufinha 100\/10, um tinto com muita personalidade. Devido \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o da Herdade, na zona Sul da regi\u00e3o, em Santiago do Cac\u00e9m, Lu\u00eds elege n\u00e3o s\u00f3 a Castel\u00e3o como sua favorita, \u201ca casta-m\u00e3e da regi\u00e3o com provas dadas nas \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es\u201d, mas tamb\u00e9m Alicante Bouschet, que diz ser \u201cideal para a regi\u00e3o da \u2018Costa Alentejana\u2019, onde encontramos uma maior diversidade de solos e climas, que favorecem as matura\u00e7\u00f5es fen\u00f3licas\u201d. A vinha que d\u00e1 origem a este tinto encontra-se a 9 quil\u00f3metros da praia de Porto Covo, em solos argilo-calc\u00e1rios e argilo-xistosos proporcionados pela \u201cproximidade da Serra de Santiago do Cac\u00e9m e da Serra do Cercal\u201d. O nome do vinho, Lufinha 100\/10, suscita curiosidade e tem uma explica\u00e7\u00e3o bem interessante: \u201cEste\u00a0vinho vem fazer a ponte entre passado e presente:\u00a0o 100 representa o centen\u00e1rio do nascimento do meu av\u00f4, Ant\u00f3nio Lufinha, e o 10 refere-se aos meus 10 anos de vitivinicultura. O s\u00edmbolo labir\u00edntico circular, presente no r\u00f3tulo, \u00e9 uma alus\u00e3o \u00e0 Pedra de Lufinha, testemunho neol\u00edtico encontrado na Serra do Caramulo. Associamos esta pedra \u00e0 parte hol\u00edstica da nossa fam\u00edlia e \u00e0 filosofia do nosso trabalho agr\u00edcola\u201d, desenvolveu o en\u00f3logo. As castas plantadas pelo av\u00f4 Ant\u00f3nio \u2014 Castel\u00e3o, Alicante Bouschet, Aragonez e Cabernet Sauvignon \u2014 vinificaram em lagares antigos com pisa tradicional, e estagiaram durante 42 meses em barricas de carvalho franc\u00eas.<\/p>\n\n<p>Quase 30 tintos da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal foram aqui provados e confrontados, e, a par da tipicidade de cada um e das diferentes origens, h\u00e1 um denominador comum \u00e0 maioria: s\u00e3o tintos complexos, estruturados e acima de tudo muito harmoniosos e suculentos, com o poder de nos deixar a pedir\u2026 \u201cmais tinto, por favor\u201d.<\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/grandesescolhas.com\/peninsula-de-setubal-mais-tinto-por-favor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Grandes Escolhas<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tintos da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal est\u00e3o cada vez melhores, n\u00e3o s\u00f3 pela qualidade absoluta que apresentam, mas porque combinam em sim dois factores que garantem sucesso nos mercados: complexidade e, em simult\u00e2neo, enorme harmonia, o que os faz apelar a um grande leque de consumidores. A regi\u00e3o da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal tem um nome [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":38249,"template":"","noticias_category":[],"class_list":["post-38295","noticias","type-noticias","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticias\/38295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticias"}],"about":[{"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/noticias"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticias\/38295\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38296,"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticias\/38295\/revisions\/38296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"noticias_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vinhosdesetubal.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticias_category?post=38295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}